Inspiração Narrativa

Entre solidão e solitude

15 de março de 2016

Quando se trata de desertos, sou um tolo romântico.
Não sei ao certo o que tanto me atrai nesses locais onde a natureza mostra sua face mais cruel, inóspita, revolta e implacável.

Meu apreço pelo silêncio talvez possa ser uma das razões. Ou quem sabe o embate saudável entre solidão e solitude apresentado; que faz a vida parecer suspensa, inaudível.

Distantes de grandes centros da Bolívia, margeando a Argentina e o Chile, estão planícies silenciosas e minimalistas, montanhas de pequeno porte e de picos nevados que arranham nuvens a todo momento. Foi lá, entre sal, pedra e areia, que esse sentimento despertou.

Do dever que os desassossegados têm de apontar caminhos, volta e meia flui o chamado do deserto. Da sensação de paz à apreciação da finitude. Um chamado para uma beleza silenciosa e serena da aridez, impalpável, onde a vida continua, apesar de parecer que o tempo e o espaço esqueceram sua própria função.

Foi no primeiro passo deserto adentro que o que poderia ser considerado demérito, se tornou magicamente qualidade invulgar.

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Guilherme Hoefelmann
Baln. Camboriú, SC . Brasil

Não sou jornalista, não sou correspondente internacional. Na melhor das hipóteses, sou apenas um entusiasta. Seja bem-vindo ao Não Me Espera Pro Jantar.

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