5 de Março de 2018

É óbvio que eu gosto de aviões – desde que não chacoalhem muito e tenham um serviço de bordo com opções etílicas. É muito mais fácil, confortável – ok, as vezes não é bem assim – e rápido. Em poucas horas você está à milhares de quilômetros de distância do ponto de partida.

Agora, sobre ser o modo mais divertido, acho que passa bem longe disso.

Enquanto alguns assinalam pontos no seu mapa, prefiro traçar linhas contínuas pelas veias do planeta.

Outro dia chamaram de sadomasoquista por eu ser, declaradamente, um amante dos perrengues.

Ué, sentado em um bar, você não vai mesmo arrancar de mim qual o melhor hotel pra ficar na Disney ou na Itália. Mas pode me ouvir entusiasmado contar sobre caronas na Argentina, pegar o Trem da Morte em movimento, me ferrar em ferrovias ou perder pessoas no Paraguai. Essas são minhas medalhas, as vitórias nas próprias derrotas. O tipo de “iluminação” que só alguns estilos de viagem podem proporcionar e que a grande maioria não vai ter pelo simples fato de escolher o seguro e confortável.

Não condeno quem opta por isso. Cada um que se vire.

Só acho desperdício.

Vão chegar sãos e salvos no túmulo.

Grande coisa.

 

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Guilherme Hoefelmann
Baln. Camboriú, SC . Brasil

Não sou jornalista, não sou correspondente internacional. Na melhor das hipóteses, sou apenas um entusiasta. Seja bem-vindo ao Não Me Espera Pro Jantar.

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